Estudo revela que Santos é a cidade campeã de ronco.
Por Regiane Monteiro

Pesquisa que traçou o perfil do sono do brasileiro mostra que São Paulo é vice-campeã do problema. Roncar pode causar até hipertensão arterial.

Quando o assunto é rono, os santistas são os que mais sofrem com o problema. O resultado está em uma pesquisa que envolveu 22 mil brasileiros em 11 cidades (Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Santos), patrocinada pelo laboratório Roche.

Em Santos, 37,7% da população afirmou que ronca durante a noite. O estudo revelou também que os paulistanos são os vice-campeões do ronco. O índice de São Paulo, de 33%, é bem maior do que a média nacional (28,5%) de pessoas que roncam (veja o ranking do ronco no quadro abaixo).

O estudo procurou avaliar como dorme o brasileiro e se a população encara a qualidade do sono como um fator importante para a sua saúde. O ronco foi um dos temas abordados na avaliação. Pouca gente sabe, mas o ronco pode esconder mais problemas para a saúde do que imagina.

Segundo Geraldo Rizzo, presidente sa Sociedade Brasileira de Neurofisiologia do Sono, mais do que incomodar, o hábito pode provocar hipertenção areterial. “Quem ronca precisa de um esforço maior para respirar e isso sobrecarrega o sistema cardiorespiratório”, explica o médico. Vale lembrar que a pressão alta é uma das doenças cardiovasculares.

Qualidade
Com relação à qualidades do sono, o estudo mostrou que boa parte dos brasileiros tem problemas. “A maioria, no entanto, não encara isso como algo que interfere na qualidade da sua saúde”, explica Rizzo, que coordenou a pesquisa.

Do total de entrevistados, apenas 6% disseram que fazem algum tipo de tratamento para resolver o distúrbio dp sono. “Como a maior parte dos medicamentos dependem de receita médica para ser vendidos, acredito que esses pacientes estão realmente em tratamento médico”, diz Rizzo. “Mesmo assim, o número de brasileiros quem encaram os distúrbios do sono como um problema de saúde que precisa de tratamento ainda é muito pequeno”, completa o especialista.